Testemunho - Catarina

A esclerodermia é uma doença rara, autoimune, que afeta o tecido conjuntivo. Caracteriza-se pela elevada produção de colagénio, o que faz com que a pele fique mais espessa e com menos elasticidade. A esclerodermia pode afetar consideravelmente a qualidade de vida dos doentes e limitar as atividades de vida diária. No entanto, cada vez há mais investigação nesta área e cada vez há mais tratamentos disponíveis. Vivo com esclerodermia desde criança, nunca deixei de fazer nada por ter esclerodermia, mas muitas vezes tive que adaptar. A adaptação e aceitação da doença é essencial, ela não vai embora, por muito revoltados que fiquemos. Então, se veio para ficar, que convivamos o melhor possível. A todas as pessoas que ainda estão no processo de receber o diagnóstico, tenho algo a dizer: não é o fim do mundo. Pode viver-se bem com esclerodermia, mas talvez de uma forma diferente. Aos familiares e amigos digo: o vosso apoio é mais importante que qualquer medicamento. Esta doença acaba por afetar toda a família, logo, todos têm que aprender a viver com ela. Ao fim de quase 30 anos com esclerodermia, já nem sei o que faria se de repente pudesse viver ser ela... mas claro que experimentaria! A esclerodermia é apenas uma parte da minha vida, quase como uma característica, ela não me define enquanto pessoa. Talvez tenha feito com que tudo na minha vida fosse um pouco mais difícil, mas não me impediu de nada. Sim, após 30 anos com esclerodermia sou uma pessoa feliz e realizada. Estudei, casei e sou mãe!! Digo isto para dar esperança a todos os que acham que a felicidade acaba, a partir do momento que temos esclerodermia.

A esclerodermia nunca tirou, e nunca me tirará o sorriso!!

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